
Desde o primeiro momento Ápio Assunção quis fazer do Mundial de Hóquei em Patins um marco organizacional.
Reuniu uma equipa multidisciplinar e liderou a Comissão Executiva que colocou em prática, com muita antecedên- cia, estratégias de promoção e mobilização.
Das muitas iniciativas há uma que se destaca pelo impacto positivo que incrementou à organização: o voluntariado.
Beneficiando do facto de Portugal se estar a preparar para a organização do Euro 2004, a Câmara Municipal esta- beleceu um protocolo com o Instituto Português da Juventude para tornar possível o acesso ao know how daquele organismo do Estado, também ele interessado em aprender o mais possível com grandes eventos.
Assim, antes e durante o evento, foram mobilizadas duas centenas de voluntários de todo o país para ajudar a organização nas mais diversas tarefas: promoção, logística de transporte e alojamento, apoio aos órgãos de co- municação social, acompanhamento de seleções e adeptos e animação do pavilhão, entre muitas outras tarefas que foram necessárias.
Meses antes, os jovens deram vida ao Hugo – a mascote da competição, correram o país, especialmente as locali- dades com tradição no hóquei patinado, chamando a atenção para o evento. Passaram pelo Parque das Nações, onde também esteve em exibição durante um mês, o maior stick do mundo, antes de rumar definitivamente a Oliveira de Azeméis.
No verão, os voluntários correram as praias da região, distribuindo flyers e simpatia e tomaram conta da sede do Mundial, entretanto inaugurada.
Quando a competição se aproximou receberam nos aeroportos seleções, árbitros, organismos internacionais e não os largaram mais durante uma semana intensa.
No pavilhão, mas também fora dele, vestindo t-shirts coloridas com o logo do Mundial e a frase “ Eu sou voluntá- rio”, 200 jovens ajudaram Ápio Assunção a organizar o melhor mundial de hóquei em patins de sempre.