
O espaço que hoje conhecemos como Praça da Cidade foi durante muito tempo um enorme e despido terreno nos arredores da vila e depois cidade.
O terreiro viu aparecer à sua volta o desenvolvimento e foi ficando para trás. Os cinemas Gemini, que entretanto ali apareceram, vieram dar-lhe um nome semi-oficial que, sobretudo os mais velhos, ainda insistem em chamar: Largo do Gemini.
Foi campo de jogos de futebol improvisado pela juventude, serviu de parque de estacionamento a carros, camiões e autocarros, acolheu circos e as duas primeiras edições da CIOL.
Mas, numa cidade em crescimento, aquele espaço tinha-se tornado num enorme problema urbanístico que ‘perseguiu’ os autarcas ano atrás de ano.
Ápio Assunção, ainda como Vice-Presidente e responsável pelas obras municipais, numa articulação perfeita com Ângelo Azevedo, resolveu transformar o problema numa oportunidade.
Foi lançado um concurso de ideias para decidir o que fazer do espaço.
Várias propostas se apresentaram a concurso mas a que convenceu, sem margem para dúvidas, foi a ideia apresentada pelo arquiteto Luís Pedro Silva.
Oliveirense e profundo conhecedor da cidade, o jovem arquiteto concebeu um projecto que salvaguardou um conjunto de necessidades: garantir estacionamento através de um parque subterrâneo, espaço para concertos exterior com uma grande bancada verde, áreas de estar e um edifício para instalar um restaurante, um café- concerto, uma galeria de arte e ainda o posto de turismo de Oliveira de Azeméis.
Já como Presidente, Ápio Assunção partiu das palavras aos atos e lançou uma enorme empreitada superior a cinco milhões de euros que esventrou o subsolo para criar parqueamento para duas centenas de viaturas, um edifício e uma praça que se transformou numa nova centralidade da cidade.
As imagens das obras são impressionantes, assim como impressionante foi o resultado final. A Praça da Cidade foi inaugurada a 14 de novembro de 2008.