Obra Comemorativa Ápio Assunção (1947–2018) • Uma vida ao serviço de Oliveira de Azeméis
A Obra

PEDONIZAÇÃO DAS RUAS ANTÓNIO ALEGRIA E BENTO CARQUEJA

Capítulo 18 de 74 3 min de leitura Albino Martins • António Rosa • Paulo Oliveira Do livro Ápio Assunção
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Ápio Assunção - PEDONIZAÇÃO DAS RUAS ANTÓNIO ALEGRIA E BENTO CARQUEJA

DAS RUAS ANTÓNIO ALEGRIA E BENTO CARQUEJA

Ápio Assunção, homem de coragem, fez jus a essa qualidade e tomou decisões arrojadas quando as teve de tomar. A pedonização das ruas Bento Carqueja e António Alegria foi uma dessas decisões que não colheu unanimidade mas que não deixou de tomar, certo de que era o melhor para a cidade.

Analisando a nossa história, percebemos que Oliveira de Azeméis nasceu como povoado na confluência de caminhos entre o norte e o sul, o mar e a serra, nas rotas dos almocreves que aqui passavam. E do mesmo modo que se desenvolveu graças às vias de comunicação de um passado mais longínquo, a nossa terra também foi atrofiada no passado mais recente. Na segunda metade do século XX, o atravessamento da EN 1 limitou-lhe, durante anos, os movimentos de crescimento.

Durante décadas, a então vila de Oliveira de Azeméis confinava-se a um aglomerado de casas encarrapitadas em cima de uma via ascendente – avenida António José de Almeida, rampa do Mercado e Santo António e outra descendente – rua Conde Santiago de Lobão, rua Bento Carqueja e rua António Alegria. Lembram-se bem as pessoas com mais de cinquenta anos como era um inferno atravessar Oliveira de Azeméis a caminho do Porto ou de Coimbra quando não havia por perto autoestradas nem mesmo o IC 2. A autoestrada primeiro, a variante depois, vieram retirar do centro muito desse movimento nacional mas continuavam a circular camiões de grande porte em ruas apertadas que não os comportavam facilmente. Por isso, em alguns troços, os passeios quase não existiam.

Logo nos primeiros meses da presidência, um acontecimento trágico precipitou a decisão que Ápio Assunção tinha idealizado para mais tarde: ao deslocar-se a pé no início da rua António Alegria, numa nesga de passeio com menos de 20 centímetros de largura, uma senhora foi colhida pelo gancho de uma carroçaria de camião e arrastada para o rodado, donde saiu gravemente ferida.

De imediato a Câmara deliberou o encerramento das duas ruas ao trânsito de pesados e Ápio Assunção não descansou enquanto não foi tomada a decisão da retirada de todo o trânsito automóvel das duas vias. Essa aconteceu em setembro com a adesão do Município à Semana Europeia da Mobilidade.

Começaram aí os projetos, as candidaturas e depois as obras que transformaram a parte histórica da cidade. A conclusão e inauguração daquela obra aconteceu em abril de 2006 e o investimento foi de um milhão e meio de euros.

Mais uma obra arrojada de Ápio Assunção que só estará devidamente rentabilizada quando o comércio local naquelas artérias der o salto de que carece.

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