
A Escola de Areosa, no Pinheiro da Bemposta, é um edifício do modelo “Adães Bermudes” que entrou em funcionamento no longínquo ano de 1903.
Apenas com uma sala e uma residência de professor, foi sendo ampliada nos anos subsequentes, de acordo com as necessidades ditadas pelo crescimento da população escolar. Poucos anos depois atingiu a dimensão com que chegou ao século XXI – 4 salas de aula servindo as crianças de ambos os sexos e 2 residências de professores.
Bem ao jeito do edificado escolar no tempo do Estado Novo, a Escola de Areosa nunca conheceu obras de manutenção, a tal ponto que, ao aproximar-se do século de existência, estava em acelerado estado de degradação e a caminho da ruína. Numa reportagem de alerta, o “Correio de Azeméis” da época intitulava-a “A escola onde até os ratos sabem ler”.
No seu último mandato como Presidente da Junta de Freguesia do Pinheiro da Bemposta, Ápio Assunção elegeu este restauro como prioridade mas não conseguiu vê-lo concretizado. Por isso levou consigo para a Câmara a determinação de realizar esta obra tão necessária como urgente na sua terra. Essa urgência tornou-se evidente quando foi preciso retirar os alunos para a nova Escola EB 2,3 José Pereira Tavares e depois, com a sobrelotação desta, para o Patronato Santo António.
De imediato, na vigência do também saudoso Presidente Ângelo Azevedo, a obra foi candidatada a um programa específico do Ministério da Educação para edifícios anteriores a 1950 – Programa de Preservação e Salvaguarda do Património Escolar Português – e a obra foi lançada por um valor base ainda em escudos. Em euros, o custo total da obra aproximou-se do meio milhão.
No seu primeiro mandato de Presidente da Câmara, Ápio Assunção concluiu-a e inaugurou-a em dezembro de 2002.