
Em Oliveira de Azeméis, uma terra onde o hóquei em patins e o basquetebol têm projeção nacional, o futebol sempre teve os seus adeptos e praticantes, sendo essa a primeira modalidade deste clube eclético que é a União Desportiva Oliveirense.
Com um elevado número de crianças e jovens a praticarem este desporto, há muito se sentia a necessidade de um centro de formação desportiva virado para o futebol, como existe noutros concelhos.
José Godinho de Sousa, ex-dirigente da Oliveirense, foi convidado por direções que lhe sucederam para desenvolver essa tarefa. Aceitou a tarefa e lá foi construindo um campo de futebol de onze, depois os respetivos balneários e uma bancada. Eram estruturas mínimas e bastante primitivas num local que se assemelhava “a um monte”, no dizer do seu mentor.
Ápio Assunção na Câmara Municipal teve pela frente mais esta necessidade a que não virou as costas. Sempre disponível para resolver os problemas dos oliveirenses, reuniu muitas vezes com José Godinho à procura de uma solução. Porque o que se pretendia era remodelar todo aquele espaço, criar vários campos de jogos, colocar neles relva sintética e iluminá-los, tornando o campo de treinos num verdadeiro centro de formação.
Os custos foram de 800 mil euros que o Município suportou em prestações mensais pagas ao banco. Em resultado surgiu uma obra que ficou a orgulhar a cidade e a servir centenas de crianças e jovens.
Para a inauguração os diretores da formação quiseram atribuir-lhe o nome do Prof. José Godinho mas este recusou. Entendeu que devia ser feita justiça àquele que deu o decisivo apoio. “Sem ele, de certeza absoluta, não tínhamos concretizado aquela obra”, diz Godinho.
Assim, foi o novo complexo batizado com o nome de Centro de Formação Ápio Assunção, no coração de uma zona escolar e desportiva de eleição.