
No dealbar do século XXI, o slogan ‘19 freguesias, 1 só coração’, perpetuado numa escultura instalada na nossa cidade, dava o mote para um período que viria a transformar, virtuosamente, a nossa cidade e o nosso concelho.
Duas grandes prioridades estratégicas tomavam corpo:
Aproximar as freguesias do norte do concelho à cidade;
Transformar a cidade conferindo-lhe atributos para que fosse uma centralidade verdadeiramente agregadora de todos os oliveirenses, de todas as suas 19 freguesias;
A rede viária era fator determinante e decisivo no crescimento e desenvolvimento da nossa cidade.
Ápio Assunção sempre assim pensou e por isso elegeu, para os seus mandatos na Câmara, um conjunto de vias estruturantes que pudessem rasgar outros horizontes a uma cidade atrofiada. Sonho ambicioso e de preço elevado nos orçamentos camarários anuais, o que nunca demoveu o autarca dos seus intentos de progresso.
O plano para um conjunto de vias estruturantes à volta do núcleo central da urbe foi apresentado a 29 de julho de 2004 e, nos cinco anos que se seguiram, a luta pelo objetivo traçado foi dura:
negociação e aquisição de terrenos (alguns com muita dificuldade),
necessidade de realojamento de pessoas e empresas,
projetos de engenharia exigentes,
concursos demorados e complicados para cumprir os preceitos legais.
Mas, se havia alguém capaz de pôr mãos à obra, esse alguém era Ápio Assunção.
Às dificuldades próprias do processo, somavam-se dificuldades feitas de ruído, muitas vezes ‘surdo’ e sem rosto, que pretendia dificultar a execução, mas pretendia também descredibilizar e beliscar a honra e a ética de Ápio Assunção.
Ainda assim, muitas vezes sofrido – e como!!! – não desistiu, não vacilou, e persistiu determinado pela vontade de marcar a história e o futuro da cidade e da vida dos oliveirenses.
Os quase 10 milhões de euros investidos na construção de vias, pontes e outras infraestruturas para a concretização do plano, não permitiram a Ápio Assunção concluir o arrojado objetivo a que se propunha.
Quem conhecia Ápio Assunção sabe que o valor financeiro não foi o maior custo que este projeto representou para si. A sua honra e o seu nome tinham para ele um valor infinitamente superior. E intocável!
Volvidos 16 anos desde a sua conceção, o plano das vias estruturantes da cidade está incompleto, mas nem por isso desatualizado. O avanço e a conclusão destas obras serão a maior homenagem que algum dia se lhe pode prestar.