
No início do seu primeiro mandato como Presidente da Câmara, Ápio Assunção deparou-se com o grave problema da recolha de canídeos, sem que existissem meios para fazer face às necessidades. Aliás, esta era uma dificuldade de praticamente todos os Municípios vizinhos, não havendo nos territórios próximos qualquer canil.
Há duas décadas atrás, a proteção aos animais não tinha a importância e o consequente mediatismo dos dias de hoje. Abandonar um cão na rua era uma atitude quase normal de quem deita ao lixo um objeto de que não precisa.
É por isso que, no dobrar do século, as matilhas de cães vadios a deambular na nossa cidade eram uma praga. Sobretudo durante a noite e ao fim de semana era frequente encontrarem-se caninos famintos aos grupos a esventrar sacos do lixos deixados para a recolha matinal, conspurcando as ruas da cidade.
Também nesta área Ápio Assunção “arregaçou mangas” e foi em administração direta que mandou construir rapidamente um canil municipal nos terrenos da Serra do Pereiro, junto à estação de transferência de resíduos sólidos urbanos. Este canil “para consumo interno”, aberto logo em abril de 2004, tinha 10 jaulas, uma sala de serviço para o tratador e para o veterinário e instalações sanitárias.
O canil era pequeno mas, a par desta estrutura e de um eficaz serviço de recolha, começaram logo a sentir-se os efeitos benéficos da medida que os Municípios vizinhos cobiçavam.
O exemplo de Oliveira de Azeméis serviu de ensaio para que a Associação de Municípios Terras de Santa Maria, a que o nosso concelho também pertencia, se lançasse na construção, no mesmo local, de um canil moderno e amplo o suficiente para dar resposta às necessidades dos cinco. O canil intermunicipal foi posto ao serviço em 27 de março de 2008.