
A segunda metade da década de 90 assistiu ao nascimento das primeiras ferramentas de análise de dados com base territorial, vulgarmente conhecidas por SIG – Sistemas de Informação Geográfica.
Ápio Assunção chegado à Câmara Municipal, rapidamente sentiu a necessidade de proceder a um investimento estratégico na adoção de ferramentas de análise espacial que constituíssem uma base credível e sustentada de apoio ao planeamento do território municipal.
E dotou o Município de melhores condições para trabalhar a gestão sobre o território e para uma melhor prestação de serviço aos munícipes.
Adquiriu equipamento informático, cartografia vetorial e ortofotomapas em várias escalas, comprou software específico que permitisse a organização dos processos de obras em formato digital georreferenciado, reforçou a equipa com recursos humanos com competências específicas.
Um investimento global que ultrapassou 1 milhão de euros e que ainda hoje é utilizado e disponibilizado através do Portal Geográfico do Município.
A abertura para o exterior através da internet permitiu disponibilizar informação de interesse aos munícipes tal como o PDM, os diversos planos de ordenamento, condicionantes na utilização do solo, …
Embora este investimento não seja diretamente visível aos olhos do cidadão comum, a eficiência que introduziu na agilização dos processos foi notória, tendo sido referência em revistas da especialidade e publicações municipais vizinhas por mais do que uma vez.
A emissão de plantas de localização, serviço que até então era prestado por 2 colaboradores da autarquia e cuja resposta a um pedido de um munícipe tardava, em média, 1 semana, passou a ser disponibilizado on-line (de forma gratuíta para o munícipe) ou no Gabinete de Atendimento ao Munícipe, de forma imediata.
Oliveira de Azeméis foi pioneira na implementação do seu Sistema de Informação Geográfica e esse esforço foi reconhecido.
Graças a esta dinâmica da equipa de SIG da CMOA, o GISDAY foi celebrado ao longo de vários anos, reunindo técnicos municipais para a troca de experiências e soluções para os problemas do quotidiano das autarquias. Sessões de Open Street Map, por exemplo, foram desenvolvidas também nas edições do GISDAY permitindo a produção de cartografia colaborativa do Município.